sexta-feira, 14 de maio de 2010

Ensaio da Aquarela Ensandecida

O colorido quem faz sou eu.
Na arte de ser é que pinto a tela branda de coração puro.
Eu quero é mais esse carnaval dentro de mim.
Eu quero sim
Uma flor pintada de roxo na testa,
Um nariz redondo vermelho,
Uma harpa dourada roubada dos anjos.

Eu quero traços vivos no sentimento daquele que vive essa bagunça policromática .
Que ainda exista o preto e branco no meio disso tudo
Porque sem eles não se completa a paisagem
E que a fantasia se expanda e invada todos os asfaltos cinzentos e os rostos tristes.
Eu quero luzes, barulho, vento no meio dessa passagem.

Se disserem ser doença da cabeça,
Então eu tenho loucura em mim.
Pois sou fiel ao meu próprio espetáculo.
Eu dirijo, protagonizo, assisto, bato palmas e espalho alegrias.
É neste circo que vou brincando com a felicidade.
Experimento dos desatinos do amor de verdade.
Eu quero o enredo da vida pra tocar na música de fundo.

E quero uma faixa amarela escrito: “TENHO O SENTIMENTO DO MUNDO!”

5 comentários:

eros disse...

Prefiro o branco, pois no branco definem-se infinitas possibilidades. Além disso, só os ensandecidos, ditos doentes da cabeça, vêem cores no branco.
Somos todos, então.

Marcelo Grillo disse...

Seu pai tem razão. Quero você na Cachoeiro Cult.

giuseppe disse...

Cada vez melhor rediges ao descobrir que a poesia não faz sentido algum, nem, tampouco, nada conclui, até fazer todo sentido do mundo

giuseppe disse...

escrever é obra cuja perfeição, quase inacabada, exige exercício permanente. Portanto, escreva

giuseppe disse...

Escrever é não fazer sentido aparente algum ate que se consubstancie no coração das pessoas