"Os poucos versos que aí vão, Em lugar de outros é que os ponho. Tu que me lês, deixo ao teu sonho imaginar como serão." (Manuel Bandeira)
terça-feira, 7 de maio de 2013
Mãe Preta
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
Bilhete
Venho até aqui, nesta folha de caderno, oferecer-te versos.
É debaixo dessas mãos miúdas que se passa um dia, semana, meses...
Talvez anos inteiros, em segundos.
Nessas pequenas histórias já se fazem vidas rabiscadas.
Pode ser que não façam o menor sentido.
Que tudo que eu dedique seja estranho.
Mas quero mesmo assim poder dizer o quanto a menores coisas podem ser essencias.
O quanto essas palavras simples podem ser as melhores que consiga trazer.
E que estes pequenos momentos...Estes eu guardo pra sempre.
Redemoinho
terça-feira, 29 de maio de 2012
O milagre das folhas
(Clarice Lispector)
sexta-feira, 25 de maio de 2012
Hoje
domingo, 5 de fevereiro de 2012
Uma homenagem pequenininha pra combinar com você.
Eu te conheci bem pouquinho tempo e ainda assim senti vontade de te escrever.
CRISTAL
Ela se despediu tranquila.
Sua face tinha a ternura de sempre.
A menina dos olhinhos que brilhavam tal como seu nome apenas os fechou.
Foi passear no mundo dos sonhos.
Trouxe um novo brilho para a noite de estrelas.
Essa mesma luz se refletirá naqueles que ela deixou no meio da estrada.
E me pergunto o que teria sido essa sua partida.
Despejo-me dizendo:
É de amor! É de amor!
O amor que carregava era tão grande que não lhe cabia no peito.terça-feira, 27 de dezembro de 2011
O Louco
Perguntais-me como me tornei louco. Aconteceu assim:
Um dia, muito tempo antes de muitos deuses terem nascido, despertei de um sono profundo e notei que todas as minhas máscaras tinham sido roubadas – as sete máscaras que eu havia confeccionado e usado em sete vidas – e corri sem máscara pelas ruas cheias de gente gritando: “Ladrões, ladrões, malditos ladrões!”
Homens e mulheres riram de mim e alguns correram para casa, com medo de mim.
E quando cheguei à praça do mercado, um garoto trepado no telhado de uma casa gritou: “É um louco!” Olhei para cima, para vê-lo. O sol beijou pela primeira vez minha face nua.
Pela primeira vez, o sol beijava minha face nua, e minha alma inflamou-se de amor pelo sol, e não desejei mais minhas máscaras. E, como num transe, gritei: “Benditos, benditos os ladrões que roubaram minhas máscaras!”
Assim me tornei louco.
E encontrei tanto liberdade como segurança em minha loucura: a liberdade da solidão e a segurança de não ser compreendido, pois aquele que nos compreende escraviza alguma coisa em nós.
(Khalil Gibran)